MotorDream

Lançamentos

Modelos compactos da Citroën ganham câmbio de seis marchas

31/05/2017 09:00  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias
Envie por email

Citroën busca melhor desempenho de vendas de C3 e Aircross com nova transmissão automática

 

por Eduardo Rocha
Auto Press

Um pequeno ajuste em um produto pode gerar um significativo reflexo no mercado. A aposta da Citroën em relação ao hatch C3 e ao crossover Aircross é que a troca da antiga e pouco eficiente transmissão automática de quatro velocidades por uma mais moderna, de seis velocidades, possa impulsionar os emplacamentos de seus compactos produzidos em Porto Real, no Sul Fluminense. Com a chegada do novo câmbio, a marca promoveu um pequeno reescalonamento na tabela de preços do Aircross. No caso do C3, a fabricante decidiu criar a versão Attraction Auto para o C3, mais despojada, que custa R$ 58.540.

Com a nova transmissão, fornecida pela japonesa Aisin, a Citroën quer reforçar a imagem de sofisticação, que desfruta no mercado nacional O trem de força do hatch sempre combina nova caixa e o motor 120 VTi 1.6 flex, só que agora ele que passa a fornecer 118 cv de potência máxima e 16,1 kgfm de torque – na antiga configuração com quatro marchas, os números eram 122 cv e 16,4 kgfm. No caso do Aircross, o propulsor 120 VTi 1.6 passa a ser o único a equipar a linha – o motor 1.5 de 93 cv sai de cena. Mas o carro mantém os 122 cv na versão manual.

Segundo a Citroën, o ganho com a chegada do câmbio de seis marchas – é o mesmo usado no C4 Lounge e no C4 Picasso – aparece nitidamente no conforto de rodagem, pelas trocas mais suaves e relações melhor escalonadas. Mas a melhora seria também na eficiência energética. Além de permitir mudanças manuais sequenciais, o sistema tem três modos distintos de atuação: Eco, para economia, Drive, intermediário, e Sport, mais agressivo. No modo Drive, ele já é 7% mais econômico que o antigo câmbio da PSA. No modo Eco, adiciona outros 5% de economia sobre o Drive.

No crossover, o novo câmbio afetou ligeiramente os preços. A versão Live passa de R$ 66.255 para R$ 67.990, ou R$ 1.735 a mais. Na versão de topo Shine, a chegada da transmissão de seis marchas teve um efeito menor: o modelo foi de R$ 75.695 para R$ 76.400, uma diferença de R$ 705. No C3, a versão Exclusive, de topo, manteve o valor de tabela em R$ 65.490. Mas a chegada da versão Attraction acabou empurrando o preço da intermediária Tendance para R$ 61.940, com um acréscimo de R$ 1.850. A diferença entre estas duas versões é pequena. A Tendente tem a mais rodas de liga leve, ponteira do escapamento cromada e o para-brisa alongado Zenith.

A versão Exclusive acrescenta poucos itens ao conteúdo da Tendance: ar-condicionado automático, rodas de liga leve aro 16, terceiro apoio de cabeça no banco traseiro e cromado na carcaça do retrovisor externo e no volante de couro. As diferenças entre as duas versões automáticas do Aircross são mais relevantes. A Shine traz a mais controle de cruzeiro com limitador de velocidade, ar automático, sensores para faróis e limpadores de para-brisa, revestimento em couro, apoio de braço dianteiro e terceiro apoio de cabeça no banco traseiro. Externamente, a versão pode ser identificada pelos detalhes em grafite no retrovisor externo e pelo famigerado estepe pendurado na tampa traseira.

A expectativa da marca é que o novo câmbio traga um aumento de, pelo menos, 10% nas vendas dos dois modelos – nos cinco primeiros meses de 2017, o C3 manteve uma média mensal de 730 unidades e o Aircross de 580 emplacamentos.  Esta previsão, no entanto, parece relativamente modesta. Um exemplo recente, na própria Citroën, mostra como o mercado pode reagir em relação a uma mudança que adeque um modelo às tendências de mercado. Em 2015, as versões C3 Picasso e C3 Aircross foram unificadas como Aircross, que também passou por um face-lift. O resultado é que em 2016, o novo Aircross vendeu 20% mais que a soma das duas versões em 2015. Isso em um ano em que as vendas no Brasil estavam em queda livre. 

 

Primeiras impressões

Gritos e sussurros

Porto Feliz/SP – Uma das características mais irritantes da antiga caixa automática de quatro marchas era o grito desesperado que arrancava do motor a cada solicitação de maior potência. Isso sem falar nos trancos a cada troca. Nada disso acontece mais. O novo câmbio trabalha de forma suave, a ponto de quase não se percebe as mudanças de marcha quando se conduz com mais calma. Até pela diferença de peso entre os modelos – o Aircross é 150 kg mais pesado –, a suavidade de trabalho no C3 é maior. Mas tanto em um quanto em outro, o ganho em conforto e no desempenho é flagrante.

O maior número de marchas permite um escalonamento mais detalhado. As duas primeiras mais curtas tornam as arrancadas firmes e progressivas. As marchas intermediárias mais próximas ficam melhor equalizadas e a última marcha mais longa favorece a economia, principalmente em ambiente rodoviário. Esta nova dinâmica, mais equilibrada, melhora também a condições acústicas dentro do habitáculo. E no caso dos modelos da Citroën, são habitáculos bastante bem cuidados e agradáveis. Embora não tenha luxo, a combinação de materiais é de extremo bom gosto. O nível de equipamento está de acordo com os segmentos em que atuam. Em suma: o novo trem-de-força conseguiu aproximar a realidade da imagem de requinte que a marca sempre desfrutou no Brasil.

Ficha Técnica

Citroën C3/Aircross EAT6

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.587 cm³, quatro cilindros em linha, comando simples no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas na admissão. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré com modo manual sequencial, Eco, Drive e Sport. Paddle shifts no Aircross. Tração dianteira.

Potência máxima: 115 cv e 118 cv com gasolina e etanol, a 6 mil/5.750 rpm.

Torque máximo: 16,1 kgfm e 15,5 kgfm com gasolina e etanol a 4 mil rpm.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira com travessa deformável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. 

Pneus: 195/55 R16.

Freios: Discos ventilados na frente, tambores atrás e ABS com EBD de série.

Tanque de combustível: 55 litros.

Produção: Porto Real, Rio de Janeiro.

 

Aircross

Carroceria: Minivan em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,09 metros de comprimento (4,30 m na versão Shine, com estepe externo), 1,76 m de largura, 1,69 m de altura e 2,54 m de distância entre-eixos. Airbags frontais de série.

Peso: de 1.323 kg (Live) a 1.328 (Shine).

Capacidade do porta-malas: 403 litros (1.500 litros com os bancos traseiros rebatidos).

 

C3

Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,94 metros de comprimento, 1,71 m de largura, 1,52 m de altura e 2,46 m de distância.entre-eixos. Airbags frontais de série.

Peso: de 1.182 kg (Attraction e Tendance) e 1.202 (Exclusive).

Capacidade do porta-malas: 300 litros (1 mil litros com os bancos traseiros rebatidos).

 

 

TRÂNSITO LIVRE

todos

Comentários

Não há comentários para este artigo.

Para postar comentários é necessário ser cadastrado no nosso site. Deseja se cadastrar gratuitamente?

Motor Dream
MotorDream - Rua Barão do Flamengo, 32 - 5º Andar - Flamengo
Rio de Janeiro - RJ - Cep: 22220-080
Telefone: (21) 2286-0020 - Fax: (21) 2286-1555

Copyright © 2017 - Todos os direitos reservados.
GEO: -22.932985, -43.176320
Webroom Soluções Interativas