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Teste: Suzuki GSX-R 1000 - Evolução da espécie

21/04/2017 09:00  - Fotos: Divulgação
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Nova geração da GSX-R 1000 coloca a linha superesportiva da Suzuki em novo patamar

por Cosimo Curatola
do Infomotori.com/Itália
exclusivo no Brasil para Auto Press

A série GSX-R é uma das mais emblemáticas do portfólio da Suzuki. Ela surgiu em 1984, com uma moto de “apenas” 400 cc, mas já era considerada uma grande revolução para a época, em função de seu design forte e comportamento esportivo capaz de surpreender o público. No ano seguinte, veio outra de 750 cc e, já em 1986, uma GSX-R 1100. A motorização topo de linha só foi substituída 15 anos depois, no novo milênio, e se mantém em linha até hoje. Mas, devidamente renovada. A última geração, apresentada pela primeira vez em 2015, finalmente chegou à Europa. E, de acordo com a fabricante, tem cerca de 600 novos componentes.

Até poucos anos atrás, falava-se da Suzuki GSX-R 750 como uma das opções mais vantajosas para aqueles que não buscam uma moto de corrida. Isso porque seu tamanho e peso são semelhantes aos de uma 600 cc e, ao mesmo tempo, oferece potência próxima à da GSX-R 1000. Mas isso mudou: agora, a Suzuki GSX-R 1000 tem peso e tamanho comparável à 750, mas a diferença na potência ultrapassa os 50 cv – são 202 cv contra 150 cv. 

A ciclística foi extensivamente revista. A frente é mais curta, a inclinação do cabeçote é menos pronunciada para centralizar o peso e o braço oscilante foi alongado. Chama atenção a parte central da motocicleta: a Suzuki GSX-R 1000 tem carenagens laterais do tanque mais afiladas, que aderem ao quadro e melhoram a aerodinâmica. O desenho da frente é limpo, os acabamentos são de alto nível – destoa apenas o aplique plástico que separa o tanque e o quadro.

A Suzuki GSX-R 1000 fornece controle de tração com 10 níveis de intervenção, assim como três mapeamentos diferentes para o motor. Se desejado, estes parâmetros podem ser alterados mesmo durante a condução. O quatro cilindros em linha e da moto com arrefecimento líquido foi completamente redesenhado. Seus 202 cv aparecem em 13.200 rpm e os 12,03 kgfm de torque máximo surgem em 10.800 giros. As válvulas são feitas de titânio e há o SR-VV, sistema de cronometragem de válvula variável, desenvolvido pela Suzuki para o MotoGP. O preço do modelo, no entanto, parte de 16.590 euros, cerca de R$ 55 mil. A título de comparação, isso representa quase 28% a mais que os 12.990 euros pedidos pela GSX-R 750, que no Brasil custa R$ 45 mil. Nessa lógica, a GSX-R 1000 sairia, em reais e vendida no Brasil, a cerca de R$ 57.500. (Colaboração de Márcio Maio/Auto Press)

 

Primeiras impressões

Padrões redefinidos

Circuito de Adria/Itália - A Suzuki GSX-R 1000 é uma moto que entrega tudo o que promete. Os 202 cv presentes no motor parecem nunca ter fim e chegam com um instigante som que remete a uma competição de MotoGP. O assento está entre os mais hospitaleiros dos modelos de superesportivas. Mas há uma ressalva: os apoios de pés são bastante elevados.

 

Ao mesmo tempo em que o propulsor é digno de competições, a pilotagem é acompanhada por uma leveza notável. O controle de tração responde bem, mantendo uma sensação de segurança que impressiona. E um teste em um circuito de provas é suficiente para concluir que esta geração da GSX-R 1000 coloca o modelo como uma nova referência para a sua categoria.

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