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Teste: Jeep Compass Sport - Base de sucesso

14/06/2017 09:00  - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/ Carta Z Notícias
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Jeep Compass Sport se destaca por bom recheio e preço competitivo entre os SUVs médios

por Marcio Maio
Auto Press

O Jeep Compass pode ser considerado um fenômeno no Brasil. Depois do estrondoso sucesso do Renegade produzido em Pernambuco, o SUV médio fechou maio como o 11º carro mais vendido do país e conseguiu fazer a Jeep chegar a quase 5% de participação nos emplacamentos de carros de passeio no país – são 4,9% no acumulado de 2017 até o fim de maio, segundo dados da Fenabrave. É um aumento de 50% em relação aos 3,3% de “share” registrados no mesmo período do ano passado. Para isso, contou bastante o lançamento não só do modelo, em setembro, mas também de suas configurações com propulsor 2.0 flex, em outubro – a estreia global da nova geração do Compass se deu apenas com propulsor diesel. Nesse contexto, destaca-se a variante Sport, a de entrada. Com bom recheio tecnológico e preço competitivo frente aos rivais – são iniciais R$ 103.490 –, a versão se mostra uma bela opção até mesmo para quem pensa em adquirir um SUV compacto topo de linha. 

A motorização 2.0 Tigershark flex do Compass chega aos 166 cv de potência e aos 20,5 kgfm de torque e, até então, era inédita no Brasil – o propulsor é importado do México, com bloco e cabeçote de alumínio. O duplo comando de válvulas com variador de fase independente para cada eixo permite que o motor trabalhe alternando características do ciclo Atkinson e ciclo Muller – o que, segundo a Jeep, melhora desempenho e consumo. Enquanto as versões diesel usam câmbio automático de nove velocidades, as movidas pelo motor flex adotam um câmbio automático de seis velocidades com comandos sequenciais pela alavanca.

A Jeep oferece um conjunto de recursos de segurança extremamente vantajoso na comparação com outros veículos fabricados no Brasil. Até sete airbags ficam disponíveis, mas só os frontais são de série na versão Sport. Em compensação, controle de estabilidade com sistemas eletrônicos anticapotamento e de oscilação de reboque, monitoramento de pressão dos pneus e câmara de estacionamento traseiro já aparecem nas unidades com o preço inicial de R$ 103.490. 

De qualquer forma, o preço do Compass Sport completo não chega a assustar: são R$ 108.213, já inclusa a pintura metálica. Um valor que, atrelado à credibilidade que a marca já conquistou entre os consumidores pela robustez de seus modelos, certamente ajuda a embalar o atual sucesso do SUV médio no Brasil.

 

Ponto a ponto

Desempenho – O trem de força flexível não surpreende no Compass, mas também não decepciona. São 166 cv de potência e 20,5 kgfm de torque máximos para mover os 1.527 kg da configuração de entrada Sport. Com mais de 80% de seu torque disponíveis já a partir das 2 mil rotações, arrancadas, retomadas e ultrapassagens são realizadas sem grande esforço. O zero a 100 km/h em 10,6 segundos mostra que, apesar de não esboçar esportividade, o SUV médio está longe de ser vagaroso. A transmissão automática de seis velocidades cumpre bem sua função e não hesita em elevar os giros rapidamente quando se precisa de mais vigor – em subidas, por exemplo. Nota 8.

Estabilidade – O carro é bem firme e a suspensão faz um bom trabalho quando o carro é submetido a curvas acentuadas e em velocidade elevada. A direção tem peso correto e a Jeep, apesar de se tratar de uma versão de entrada, não deixa faltar aparatos tecnológicos para garantirem a segurança, como controle eletrônico de estabilidade e tração e freios a disco nas quatro rodas. Nota 8.

Interatividade – Tudo é bem localizado no interior do Compass Sport. Sensores traseiros e câmara de ré ajudam a estacionar e a central multimídia acompanha navegador GPS. Porém, a tela touch de 5 polegadas é um tanto pequena para a faixa de preço em que o modelo atua. Mas trocas manuais de marcha se dão apenas a partir da alavanca – aletas atrás do volante só aparecem a partir da configuração Longitude. Nota 7.

Consumo – O InMetro aferiu médias de 5,5/7,2 km/l com etanol na cidade/estrada e 8,1/10,5 km/l com gasolina no tanque, nas mesmas condições. Os índices com etanol quase 50% superiores aos com gasolina deixam claro que o motor mexicano não se adaptou bem ao combustível vegetal. O resultado de 2,47 MJ/km de consumo energético, com notas “B” e “D” na categoria e no geral é pouco para um projeto novo. Nota 5.

Conforto – O isolamento acústico impressiona e a área interna é suficiente para que cinco ocupantes viajem bem – embora o melhor seja ter apenas dois passageiros no banco de trás. Apesar de firme nas curvas, a suspensão absorve as pancadas provocadas pelos desníveis do asfalto com eficiência e os revestimentos interiores são bem agradáveis. Nota 8.

Tecnologia – A Jeep oferece no Compass Sport uma boa lista de tecnologias, que nem parece ser de uma configuração de entrada. O câmbio automático de seis velocidades é moderno, o sistema multimídia é completo – embora a tela seja bem pequena – e o carro traz bons sistemas voltados para a segurança, caso do controle eletrônico de estabilidade, tração e anticapotamento. O projeto é novo – a nova geração fez sua estreia global aqui, no Brasil, no ano passado. Nota 9.

Habitabilidade – A boa altura facilita a entrada e saída do carro. Os ajustes do banco e da coluna de direção são eficientes na hora de buscar a posição ideal para dirigir. O aproveitamento dos espaços é bem inteligente, com porta-trecos generosos. O porta-malas leva 408 litros – na prática, parece maior. Nota 9.

Acabamento – Há plásticos pelo habitáculo, mas a maioria de toque agradável e qualidade aparentemente boa. Lembra muito o interior do Jeep Renegade e da picape Fiat Toro, o que não chega a ser ruim. Poderia ser mais requintado, em função da faixa de preço em que o modelo atua. Nota 7.

Design – Ao contrário do Renegade, o outro SUV nacional da Jeep, o Compass não aposta todas as suas fichas na imagem robusta. A dianteira traz a típica grade dos automóveis Jeep, com as sete fendas marcantes, adornada pelos faróis, que contam com assinaturas de leds de série, assim como na traseira. O capô exibe vincos que passam certa agressividade. A traseira tem lanternas horizontais, que invadem a tampa do porta-malas. É uma boa mistura de elegância e traços de esportividade. E cria uma identidade para o carro, já que ele não se parece nem um pouco com o Renegade por fora. Nota 8.

Custo/benefício – O Compass Sport começa em R$ 103.490. Quando completo, incluindo a cor metálica e o kit de segurança com airbags laterais, de cortina e de joelhos para o motorista e banco do passageiro rebatível com porta-objetos sob o assento, esse valor sobe para R$ 108.213. Com a lista boa de equipamentos que traz, bate de frente com vantagem nas configurações mais baratas de seus rivais diretos, como o Hyundai ix35 e o Kia Sportage, que custam por volta de 5% menos e 5% mais, respectivamente, sem contar com o mesmo recheio. Nota 8.

Total – O Jeep Compass Sport somou 78 pontos em 100 possíveis.

 

Impressões ao dirigir

No caminho certo

À primeira vista, o interior do Jeep Compass Sport não transmite uma atmosfera requintada aos passageiros. Está longe de fazer feio, mas destoa um pouco da ideia que um carro que ultrapassa a quantia de R$ 100 mil deve oferecer. Há muitos plásticos ao redor e sem qualquer pitada de charme. Ao mesmo tempo, os tons escuros e a qualidade aparente dos materiais criam uma impressão favorável.

Em movimento, percebe-se de cara que a esportividade fica mais atrelada ao nome de sua categoria – utilitário esportivo – do que propriamente ao desempenho. O motor flex 2.0 de 166 cv máximos até se destaca, com mais de 80% de seu torque máximo – de 20,5 kgfm com etanol no tanque – disponíveis já em 2 mil rotações. Mas não um arroubo de força – há que se lembrar de que se trata de um modelo com mais de 1,5 tonelada de peso. 

Ultrapassagens e retomadas são feitas sem grande esforço, mas não chegam a impressionar. Embora a transmissão automática de seis velocidades tenha um comportamento exemplar e responda rapidamente às pisadas ou aliviadas no pedal do acelerador, uma forma de garantir mais vigor é realizar as trocas manualmente, assumindo o total controle do trem de força. A suspensão independente nas quatro rodas – MacPherson da dianteira e na traseira – tem bom acerto e controla as rolagens de carroceria, quase imperceptíveis. A direção elétrica se mantém extremamente leve nas manobras de estacionamento, mas ganha peso conforme o velocímetro sobe.

O espaço interno é bom e é possível viajar por trajetos curtos com facilidade com cinco passageiros a bordo. Para caminhos mais longos, o ideal, no entanto, é ter apenas quatro ocupantes. Os de trás desfrutam de boa área não só para as pernas, mas também para as cabeças. E o sistema de ar-condicionado tem saídas traseiras, favorecendo a climatização.

 

Ficha técnica

Jeep Compass Sport

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.995 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.

Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Possui controle eletrônico de tração.

Potência máxima: 166/159 cv a 6.200 rpm com etanol/gasolina.

Aceleração 0 a 100 km/h: 10,6 segundos.

Velocidade máxima: 192 km/h.

Torque máximo: 20,5/19,9 kgfm a partir de 4 mil rpm.

Diâmetro e curso: 88 mm x 82 mm. Taxa de compressão: 11,8:1.

Suspensão: Dianteira MacPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora. Traseira MacPherson com rodas independentes, links transversais/laterais e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Freios: Discos nas quatro rodas e ventilados na dianteira.

Pneus: 225/60 R17.

Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,41 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,63 m de altura e 2,63 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série.

Peso: 1.527 kg.

Capacidade do porta-malas: 408 litros.

Tanque de combustível: 60 litros.

Produção: Goiana (Pernambuco).

Lançamento: Outubro de 2016.

Itens de série: Ajuste do volante em altura e profundidade, alarme, alerta de limite de velocidade e manutenção programada, apoia-braço com porta-objetos, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro bipartido 60/40 e rebatível, bolsa porta-objetos atrás dos bancos dianteiros, câmara de estacionamento traseira, chave canivete com telecomando, cinto traseiro central de 3 pontos, cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura, comandos do sistema de áudio e bluetooth no volante, computador de bordo, controle eletrônico anticapotamento, direção elétrica, faróis e lanterna traseira de neblina, faróis e lanternas com assinatura em leds, freio de estacionamento elétrico, assistente de partida em rampas, Isofix, limitador de velocidade, luzes de rodagem diurna (DRL), controle de velocidade de cruzeiro, sistema de áudio com USB, Bluetooth, tela de 5'' touch, comando de voz e GPS, sistema de monitoramento de pressão dos pneus, rack do teto na cor preta, retrovisores externos elétricos, rodas em liga leve de 17 polegadas, sensor de estacionamento traseiro, travas elétricas nas portas e porta malas, vidros elétricos. 

Preço: R$ 103.490.

Opcionais: Airbag para joelhos do motorista, laterais dianteiros e de airbags de cortina, banco do passageiro dianteiro com porta-objeto sob o assento e pintura metálica.

Preço completo: R$ 108.213.

 

TRÂNSITO LIVRE

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