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Teste: Volkswagen Polo Highline 1.0 turbo se destaca pela esportividade, estabilidade e conteúdo

24/12/2017 12:37  - Fotos: Márcio Maio/Carta Z Notícias
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Teste: Volkswagen Polo Highline 1.0 turbo se destaca pela esportividade, estabilidade e conteúdo

Por Márcio Maio
Auto Press

É comum entre as marcas automotivas apostar em carros compactos que fiquem posicionados acima dos modelos de entrada. São os chamados compactos premium. A Volkswagen já fez isso com o Polo no passado, reservava para o Fox esse posto até pouco tempo atrás e agora, com o relançamento do Polo no Brasil, devolveu a ele seu devido lugar. A expectativa é que os emplacamentos anuais fiquem entre 50 mil e 60 mil unidades, o que dá em torno de 4 mil ou 5 mil mensais. Para isso, é preciso disponibilizar diferentes versões, deixando para a topo de linha a função de chamariz para todas as outras. No caso do Polo, a mais cara é a 200 TSI, que não chega a impressionar tanto pelo visual, mas sim pelo seu desempenho e equipamentos. E por isso mesmo pode ser capaz de atrair consumidores até de variantes de entrada de hatches maiores – como o próprio Golf, da Volkswagen, que utiliza a mesma plataforma e o mesmo trem de força.

 

O motor é o 1.0 da linha TSi, que estreou no Brasil sob o capô do Up. No hatch menor, ele chega aos 105 cv máximos, mas rende bem mais no Polo. Aliás, até mais que no Golf. São 128 cv com etanol no tanque e 116 cv com gasolina, contra 125 cv e os mesmos 116 cv, respectivamente, no hatch médio. O torque máximo fica sempre em 20,4 kgfm – ou 200 Nm, como sugere o nome da versão – e aparece em 2 mil rpm. A transmissão é sempre automática de seis velocidades, com aletas no volante para as trocas manuais.

 

 

Em relação ao Polo de quarta geração (este é da sexta), que se despediu do Brasil em 2014, o modelo está maior para todos os lados. São 10 cm a mais no entre-eixos, outros 10 cm na largura e 16,7 cm no comprimento, totalizando 4,06 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,47 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. O porta-malas passou dos 270 litros anteriores para 300 litros. Além disso, a plataforma MQB tem uma composição com cinco tipos de aço que servem tanto para aumentar a rigidez torcional, o que aumenta a estabilidade, quanto para reduzir peso e programar mais precisamente as áreas de deformação.

 

 

Outro destaque do Polo Highline 200 TSI está nos aparatos de segurança. O modelo foi avaliado recentemente pelo Latin NCAP e ganhou cinco estrelas tanto na proteção para adultos quanto para crianças. Para isso, contribuiu a adoção de itens como airbags laterais de série – além dos frontais obrigatórios – e dos controles dinâmicos de estabilidade e tração. A lista de itens de série, aliás, é farta. Engloba desde ar-condicionado digital com saídas traseiras e chave presencial a central multimídia com tela touch. Além disso, há bons opcionais – incluindo um painel de informações personalizável, detector de fadiga e indicador de pressão dos pneus. Os preços giram entre os iniciais R$ 69.190 e R$ 74.790 do modelo completo – mas só na cor preta, já que os outros tons são pagos por fora.

 

 

Ponto a ponto

 

Desempenho – O motor 1.0 TSI tem 128 cv a 5.500 rpm, com etanol no tanque, e torque de 20,4 kgfm já a partir dos 2 mil giros. Para se ter uma ideia, são 3 cv a mais do que o mesmo propulsor rende no Golf de entrada. Aliado à transmissão automática de seis velocidades, o conjunto proporciona acelerações vigorosas para retomadas, arrancadas e ultrapassagens. Tanto que o zero a 100 km/h acontece em apenas 9,6 segundos, uma performance que impressiona por se tratar de um modelo 1.0 – e que, apesar de compacto, não é tão pequeno assim. Nota 9.

 

Estabilidade – O Polo lembra o Golf também nesse sentido. Mesmo em velocidade elevadas e curvas mais fechadas, o equilíbrio impressiona. A esportividade do hatch compacto com essa motorização é inegável, já que não há apenas um bom desempenho, mas também uma sensação de solidez. De série, a versão traz ainda controle eletrônico de estabilidade, para ajudar em casos de abuso. Nota 9.

 

Interatividade – Os comandos estão todos à mão do motorista. O sistema multimídia tem informações legíveis, inclusive do navegador GPS. Um opcional bem interessante neste aspecto é o Active Info Display, que substitui o painel padrão por uma tela de TFT configurável, que ocupa todo o cluster diante do motorista e parece uma versão simplificada do painel da Audi. Detector de fadiga e indicador de pressão dos pneus, pagos à parte, facilitam a vida do motorista. Nota 9.

 

Consumo – O InMetro testou o Polo Highline 200 TSI e aferiu médias de 7,9/9,5 km/l na cidade/estrada com etanol e 11,4/13,9 km/l com gasolina, nas mesmas condições. Ganhou nota A na categoria e B no geral. Nota 8.

 

Conforto – O conjunto de suspensão é firme, mas não compromete o bem-estar dos passageiros. Sacolejos só são mesmo sentidos em pisos muito irregulares. O isolamento acústico é eficiente, mesmo quando se aperta mais o acelerador. Os bancos recebem bem os ocupantes e possuem boa densidade. Nota 8.

 

 

Tecnologia – Construído sobre a plataforma MQB – a mesma do Golf e do Audi A3 –, o Polo Highline 200 TSI tem equipamentos bons, principalmente na lista de opcionais. O motor é moderno, de três cilindros com turbocompressor – e entrega desempenho surpreendentemente bom. O trem de força está alinhado com a nova tendência de downsizing adotada pelas fabricantes. Nota 8.

 

Habitabilidade – Quatro ocupantes viajam sem apertos no interior do Polo e o espaço, apesar de se tratar de um compacto, está até mais próximo de um hatch médio – inclusive pelo bom entre-eixos de 2,56 m. O porta-malas tem 300 litros, ou seja, fica na média dos concorrentes. Há vários porta-objetos espalhados pelo interior e o ângulo de abertura das portas favorece a entrada e saída dos ocupantes. Nota 8.

 

Acabamento – A Volkswagen não é uma marca que se esmere nesse aspecto, principalmente em relação aos materiais. Os acabamentos plásticos aparecem em abundância e o visual é mais descolado, apesar de manter as linhas conservadoras da marca. Encaixes são bem feitos e não apresentam nenhum tipo de rebarba. Não impressiona, mas também não faz feio. Nota 7.

 

Design – As linhas do novo Polo e os vincos remetem a uma ideia de esportividade – que, de fato, combina com o trem de força adotado na configuração topo de linha. O único traço de requinte que pode ser notado é nos conjuntos óticos, pela farta subdivisão que se vê. Mas seu visual se aproxima bastante do adotado no Gol, o que tira um pouco do charme do modelo. Nesse aspecto, definitivamente, o Polo não se destaca. Nota 7.

 

Custo/benefício – O Polo Highline 200 TSI começa em R$ 69.190, mas chega a R$ 74.790 completo – sem incluir cor metálica. É bem mais que os R$ 67.280 pedidos por um Hyundai HB20 Premium completo, com motor 1.6 aspirado de 128 cv, ou que os R$ 70.490 cobrados pela Peugeot por um 208 1.6 Griffe automático, com 122 cv. Mas um Fiat Argo HGT 1.8 automático chega a ultrapassar R$ 80 mil para ganhar equipamentos semelhantes. Um diferencial que deve ser considerado no Polo é o motor turbinado, que garante bom desempenho com mais eficiência energética. Nota 7.

 

Total – O Volkswagen Polo Highline 200 TSI somou 80 pontos de 100 possíveis.

 

Impressões ao dirigir


No tom da força

 

O Polo não é um carro que chama atenção nas ruas. Mas a unidade avaliada, no tom amarelo metálico usado para lançar o hatch compacto, arrancou diversos olhares curiosos e admirados. Mas um detalhe logo apagava qualquer brilho que pudesse surgir: essa cor não é vendida no Brasil. Pelo menos não por enquanto. Nas lojas, a justificativa é o alto custo, que acabaria comprometendo a conta final do carro quando a tonalidade fosse a escolhida. Pena, porque é nela que o visual do Polo mais se destaca.

 

 

Por dentro, não há surpresas. Predomina o desenho conservador adotado pela marca em quase todos os carros. Os materiais aparentam boa qualidade, mas não adicionam qualquer requinte ao habitáculo. O mesmo não se pode dizer do painel de instrumentos configurável opcional, que lembra o que a Audi utiliza, o chamado Virtual Cockpit. Ali é possível até ver a imagem do GPS da central multimídia, entre outros dados escolhidos pelo motorista. O espaço interno é bom e é bem fácil se adaptar aos comandos e porta-objetos do carro.

 

 

Em movimento, no entanto, não há decepção. O motor 1.0 da linha TSI, com turbocompressor e de 128 cv máximos, se mostra vigoroso praticamente desde a arrancada, já que o torque máximo de 20,4 kgfm fica disponível em baixos 2 mil giros. A transmissão automática de seis velocidades interage bem com o motor, tem trocas na hora certa e contribui para a proposta esportiva da configuração de topo do modelo.

Assim como o médio Golf – que utiliza o mesmo trem de força em sua variante de entrada –, o Polo é bom de curvas. A suspensão firme, típica da marca, garante equilíbrio nos trechos sinuosos, mesmo em velocidades altas. As quatro rodas se mostram bem presas ao chão. O Polo Highline 200 TSI consegue, sem dúvidas, divertir quem está ao volante.

 

 

Ficha técnica


Volkswagen Polo Highline 200 TSI

 

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 999 cm³, com três cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e turbocompressor. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.

Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré com paddle shifts no volante. Tração dianteira. Possui controle eletrônico de tração e bloqueio automático do diferencial.

Potência máxima: 128/116 cv a 5.500 rpm com etanol/gasolina.

Aceleração 0 a 100 km/h: 9,6 segundos (etanol).

Velocidade máxima: 192 km/h (etanol).

Torque máximo: 20,4 kgfm a partir de 2 mil rpm.

Diâmetro e curso: 74,5 mm X 76,4 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira por eixo interdependente com braços longitudinais com molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira.

Pneus: 195/55 R16 ou 205/50 R17 (opcionais).

Carroceria Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,06 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,47 m de altura e 2,56 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais e laterais de série.

Peso: 1.147 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas: 300 litros.

Tanque de combustível: 52 litros.

Produção: São Bernardo do Campo, São Paulo.

Itens de série: Direção elétrica, assistente para partida em rampas, computador de bordo, chave presencial para acesso ao veículo e partida do motor sem a chave, sensores de estacionamento traseiros, controle automático de velocidade, banco do motorista com ajuste milimétrico de altura, ar-condicionado digital, banco traseiro com encosto rebatível bipartido, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, descanso de braço dianteiro com porta-objetos, saídas de ar traseiras, retrovisores externos eletricamente ajustáveis com função tilt down no lado direito, faróis de neblina com luz de conversão estática, fixação da cadeirinha de criança com sistema ISOFIX, luzes de condução diurna em leds, rodas de liga leve de 16 polegadas, porta-luvas iluminado e refrigerado, revestimentos dos bancos em tecido, sistema de som touchscreen "Composition Touch", suporte para celular com entrada USB para carga, vidros elétricos dianteiros e traseiros com função "one touch" nos dianteiros, volante multifuncional com aletas para trocas manuais.

Preço: R$ 69.190.

Opcionais: Roda de liga leve de 17 polegadas, sistema Infotainment Discover Media com tela touch de 8 polegadas com navegação, bancos e revestimento interno em couro, câmara de ré, sensor de obstáculos dianteiro, sensores de luz e chuva, banco traseiro deslizante, banco do passageiro dianteiro rebatível, detector de fadiga e indicador da pressão dos pneus e painel configurável em TFT.

Preço completo: R$ 74.790.

 

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