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Teste: Volkswagen Jetta geração 7 - Racional chique

27/09/2018 06:00  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias
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Novo Volkswagen Jetta aposta em tecnologia e custo/benefício para enfrentar os sedãs médios no Brasil


POR EDUARDO ROCHA
AUTO PRESS


A Volkswagen se debruçou sobre a planilha de custo na hora de definir como seria o conteúdo do novo Jetta no Brasil. O modelo, que é importado do México, vem com a missão de tornar a marca competiviva entre os sedãs médios – o Jetta atual nunca fica entre os três mais vendidos. Para racionalizar o trabalho, a montadora reduziu ao mínimo as variações de conteúdo. São apenas duas versões, Comfortline e R-Line, com poucas diferenças entre si. Inclusive no preço. A versão mais barata, Comfortline, custa R$ 109.990 enquanto a top, R-Line, sai a R$ 119.990.

O modelo desembarca nesta primeira semana de outubro nas concessionárias da marca com apenas dois opcionais: teto solar, por R$ 4.990, e pintura metálica, por R$ 1.480, ou perolizada, por R$ 1.580. No mais, tudo é de série: ar-condicionado com duas zonas, seis airbags, controle de estailidade e tração, diferencial com bloqueio eletrônico, revestimento em couro sintético, sistema multimídia com tela “touch” de 8 polegadas com espelhamento de celular, chave presencial para travas e ignição, frenagem de emergência em manobras, câmara de ré combinada com sensores dianteiros e traseiros, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensores de luz e chuva e faróios e luzes diurnas em led.

Pelos R$ 10 mil a mais da versão R-Line, o Jetta adiciona diversos itens que apontam para a condução semiautônoma, como controle de cruzeiro adaptativo, sistemas de frenagem de emergência e alerta de colisão e farol alto automático. A R-Line traz ainda painel de instrumentos digital configurável, detector de fadiga e emblemas referentes à configuração no para-lama dianteiro e nas soleiras das portas. No visual, a maior diferença entre as versões fica no desenho dos para-choques e na grade dianteira, que tem frisos cromados em cada filete na Comfortline e uma barra cromada na parte superior na R-Line, que é em preto brilhante.

Sob o capô, sempre o motor 1.4 TSi flex, produzido em São Carlos, São Paulo, e enviado para a fábrica mexicana de Puebla, para voltar ao Brasil na sequência. Ele é o mesmo propulsor que equipava o Jetta anterior, que era produzido no Paraná, e rende 150 cv de potência a 5 mil giros e 25,5 kgfm de torque entre 1.400 e 3.500 rpm. O propulsor conversa sempre com um câmbio automático de seis marchas. Para janeiro de 2019, está prevista a chegada com um motor 350 TSi, um 2.0 turbo de 230 cv, igual ao utilizado no Golf GTI.

A aposta da Volkswagen é que o conteúdo tecnológico do novo Jetta torne o modelo atraente. Outro aliado importante é o preço. Pelos valor entre R$ 110 mil e R$ 120 mil,, a Volkswagen espera morde os consumidores de versões intermediárias e de topo dos principais rivais, Toyota Corolla, Honda Civic e Chevrolet Cruze. A pretensão é tentar ampliar a média de 800 unidades mensais que a geração anterior obtinha e chegar, pelo menor, ao terceiro posto neste segmento, lugar ocupado atualmente pelo Cruze, que vende aproximadamente o dobro do Jetta.


Ponto a ponto

Desempenho – O novo Jetta vem equipado com o eficiente motor 1.4 TSi, que rende 150 cv de potência e torque de 25,5 kgfm, entre 1.400 e 3500 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol. Este rendimento faz com que o sedã de 1.330 kg mostre boa disposição para arrancar e retomar desde em todas as situações cotidianas de uso. O zero a 100 km/h é feito em corretos 8,9 segundos, com máxima prevista para 210 km/h. O câmbio automático de seis marchas se entende bem com o propulsor. Em condução normal, mal dá par sentir a evolução das marchas, mas quando há uma solicitação mais abrupta no acelerador, a sistema demora mais que o desejável para entender. Nota 8.

Estabilidade – A Volkswagen buscou um equilíbrio para o Jetta também na planilha de custos. Daí se decidir por uma suspensão traseira por eixo de torção, em vez de multilink. De qualquer forma, faz um bom conjunto com a dianteira McPherson e é bem eficiente no controle da carroceria. Com um acerto mais para rígido do que para macio, mas isso não traz incômodos para os ocupantes e deixou o Jetta ágil nas curvas e neutro nas retas. No limite e com algum abuso, o sedã abana um pouco nas curvas mais fechadas, principalmente por conta do grande balanço traseiro. Nota 8.

Interatividade – A Volkswagen buscou dar um toque se sofisticação ao Jetta. E isso fica ainda mais evidente na versão R-Line, que tem o painel digital configurável – a Comfotline tem instrumentos analógicos. Nas duas versões, os comandos ficam nos lugares clássicos e o interior tem um design limpo e moderno, destacado pela central multimídia com tela tátil de 8 polegadas. E ainda tem o charme das luzes de cortesia com 10 opções de cores. O farol alto automático e o sistema de freio automático em manobras, que evita pequenas colisões traseiras, também são bastante funcionais. A versão R-Line ainda traz recursos adicionais, como controle de cruzeiro adaptativo, ACC, freio automático de emergência e detector de fadiga, entre outros. Nota 9.

Consumo – O novo Jetta obteve nota B na categoria na avaliação do InMetro. A média com etanol foi de 7,4 e 9,6 km/l na cidade e na estrada, respectivamente, enquanto com gaslina foi de 10,9 e 14 km/l, na mesma ordem. Esses números ficam entre 3 e 5% melhores que os obtidos pelo antigo Jetta. O consumo energético caiu de 1,87 para 1,81 Mj/Km. Nota 8.

Conforto – O Jetta segue o estilo tradicional na Volkswagen, de suspensão mais firme. Isso faz com que parte das irregularidades sejam lidas com clareza pelos ocupantes. Por outro lado, em pavimentos mais decentes, o sedã desliza suavemente. O isolamento acústico é bem eficiente e os assentos são ergonômicos. Os ajustes dos bancos, porém, poderiam se mais precisos. A boa altura para um sedã – tem 1,48 metro de altura , facilita o ingresso no interior. Por conta da racionalidadde, as saídas de ar para o banco traseiro foram eliminadas no Pacote Brasil. Nota 8.

Tecnologia – O novo Jetta tem a solidez da plataforma MQB e um motor brm moderno – produzido em São Carlos e enviado para o México para voltar a borodo do sedã. Traz ainda seis airbags, ar-condicionado de duas zonas, controles de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico de diferencial, frenagem automática em manobras, sensor de luminosidade e de chuva, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema de informação e entretenimento interativo com comando vocal e tela sensível ao toque de 8 polegadas, entre outros. Na versão de topo, que custa R$ 10 mil a mais, traz ainda controle de cruzeiro adaptativo, freangem automática de emergëncia e painel digital configurável. Tem muito mais tecnologia que os rivais do segmento. Nota 10.

Habitabilidade – Dos 43 milímetros que o Jetta cresceu no comprimento, 3,7 mm foram dedicados ao entre-eixos, que ficou com 2,69 metros e melhorou o espaço interno. No interioir, há diversos porta-objetos, como entre os bancos e nos painéis das portas, que facilitam o uso no carro no dia a dia. O porta-malas, como é tipico em sedã, é bastante generoso. São 510 litros. Nota 8.

Acabamento – O interior do Jetta traz muita superfície macia, mas também traz muito plástico. A aparência geral é boa, mas detalhes como falso pesponto no tablier e revestimento em imitação de couro desvalorizam o habitáculo. Os revestimentos parecem ter qualidade, mas sem luxo ou requinte. Nota 7.

Design – O desenho do novo Jetta manteve a política de valorizar uma personalidade própria e não mais ser uma versão sedã do Golf. As linhas seguem o novo estilo da marca, já presentes no Polo, no Virtus e na Tiguan, com superfície lisas e retas sobrepostas em ângulos – como se fosse esculpida com espátulas. A frente das duas versões trazem grades frontais diferentes e reforçam a imagem de cada uma. Na Comfortline, ela recebe frisos cromados enquanto a R-Line tem uma grossa barra na parte superior e é em preto brilhante. Tudo bem previsívele sem ousadias. Nota 7.

Custo/benefício – O Jetta só vai brigar com as versões mais caras dos rivais e tem boas armas para isso. Ele é mais completo e tecnológico que Toyota Corolla, Honda Civic e Chevrolet Cruze na mesma faixa de preços – R$ 109.990 na versão Comfortline e R$ 119.990 na R-Line. Nota 8.

Total – O novo Volkswagen Jetta somou 79 pontos em 100 possíveis.

Primeiras impresões

Roupa nova

Cabreúva, São Paulo – O Volkswagen Jetta é inteiramente novo. O modelo agora usa a nova plataforma modular MQB, compartilhada com Passat, Golf e quase todos os novos modelos da marca, e que disponibiliza diversos recursos interessantes, como sistemas de condução semiautônoma, de frenagem automático, controle de cruzeiro adaptativo, painel digital, central multimídia moderna, etc. Mas em diversos pontos, o Jetta não mudou tanto assim.

Para começar, o trem de força é o mesmo. O motor 250 TSI, 1.4 litro turbo, e o câmbio de seis marchas já são bem conhecidos. O visual também manteve o mesmo conceito, com linhas modernas, mas sem ousadias, e sem parentesco estético direto com o hatch Golf. O desempenho também é semelhante. Acelera e retoma dignamente, mas sem uma esportividade muito aflorada. Nas curvas, se mostra bem equilibrado. Mas o antigo Jetta já era assim.

O que melhorou foi o custo/benefício, em função do bom conteúdo que o modelo oferece, apesar de não ser barato. Mas decepciona um pouco as ausências. As saídas de ar para a fileira traseira simplesmente sumiram e o revestimento é em um couro sintético pouco convincente. As duas coisas têm a ver com o processo de racionalização pelo qual o carro passou para chegar mais competitivo ao Brasil.

Ficha técnica

Volkswagen Jetta 250 TSi

Motor: Etanol e gasolina, dianteiro, transversal, 1.395 cm³, quatro cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro. Com injeção direta de combustível, turbocompressor e comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração e bloqueio eletrônico do diferencial.

Aceleração de zero a 100 km/h: 8,9 segundos.

Velocidade máxima: 210 km/h.

Potência máxima: 150cv com etanol e gasolina a 5 mil rpm.

Torque máximo: 25,5 kgfm entre 1.400 e 3.500 rpm.

Diâmetro e curso: 74,5 mm x 80 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira por eixo de torção, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,70 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,48 m de altura e 2,69 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série.

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás.

Pneus: 205/55 R17.

Peso: 1.331 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas: 510 litros.

Tanque de combustível: 50 litros.

Produção: Puebla, México.

Lançamento mundial: 2018.

Preço: R$ 109.990 na versão Comfortline e R$119.990 na R-Line.

Opcionais: Teto solar e pintura metálica ou perolizada.

TRÂNSITO LIVRE

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