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Yamaha XTZ 150 Crosser Z - O efeito Z

06/01/2019 02:00  - FOTOS: JORGE RODRIGUES JORGE/CARTA Z NOTÍCIAS
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Visual clássico da Crosser Z aumenta o poder de atração da Yamaha XTZ 150


POR EDUARDO ROCHA
AUTO PRESS
 
Yamaha e Honda travam uma batalha particular no mercado brasileiro. Juntas, elas dominam 93% das vendas, com uma larga vantagem para a Honda. No segmento de trails de baixa cilindrada, no entanto, a briga com a Honda NRX 160 Bros, ficou um pouco mais apimentada com a chegada da versão Z da Yamaha XTZ 150 Crosser, lançada no Salão Duas Rodas do ano passado. São sutis as mudanças desta para a versão S, como passou a ser denominada a Crosser já existente. E se concentram na frente, com para-lama alto, no estilo clássico das trails, com direito a sanfona e defletor no telescópico. A diferença de preço não chega a definir venda. A Crosser Z custa R$ 11.590, ou R$ 200 a mais que a versão S. No entanto, resultou em uma alteração significativa na receptividade. Com a chegada do novo modelo, a Crosser conseguiu vender quase 50% mais em 2018, se comparado a 2017 e chegou a 15,5% de participação no segmento. A Honda Bros também ampliou as vendas, mas em 10%, e teve sua fatia reduzida no segmento de 88% para 84,5% de 2017 a 2018. 
Foi certeira a aposta da Yamaha, ao oferecer um visual diferenciado na Crosser Z. No mais, a motocicleta trilha o caminho do meio em relação à rival. A Honda Bros oferece também duas versões. A que custa R$ 10.241 é bem despida de equipamentos, só recebe as cores preto e branco, traz freios a tambor e partida no pedal. A top, R$ 2 mil mais cara, tem partida elétrica, freios a disco nos dois eixos, painel blackout e vários detalhes mais requintados. Já os modelos da Yamaha ficam entre as duas. Tem freios a disco na frente e a tambor atrás, painel completo, com conta-giros e contador de marcha, e partida elétrica. No chassi de berço semiduplo fica instalado o motor monocilíndrico flex de 149 cm³, com 12,2/12,4 cv e 1,28/1,29 kgfm, com gasolina e etanol, gerenciado por um câmbio é de cinco marchas. As dimensões da Crosser dão a ela um aspecto bem robusto, o que é reforçado pelo para-lama dianteiro alto. Ela mede 2,05 metros de comprimento e 83 cm de largura. Altura livre para o solo é de 23,5 cm, com 83,5 cm de altura do assento. Apesar do porte, o modelo pesa apenas 131 quilos. Na frente, a suspensão traz garfos telescópicos com curso de 180 mm e na traseira o sistema monochoque possuiu link e tem curso de 160 mm. Ou seja: é um conjunto preparado para enfrentar todo tipo de terreno.
Em qualquer país do mundo, uma marca de motocicleta deter 14% de participação do mercado seria bem satisfatório. Só que no Brasil, a hegemonia da Honda, que tem 79% das vendas, faz parecer que o desempenho da Yamaha deixa a desejar. Acontece que boa parte dessa enorme diferença se deve a circunstâncias bem específicas do Brasil e reflete a capacidade de distribuição de cada marca. O segmento de trails de baixa cilindrada retrata muito bem isso. Graças à maior capilaridade da Honda, Bros e Cross mantém nacionalmente uma proporção equivalente a 85/15. Mas de acordo com a concentração de concessionárias, esta relação muda. Em São Paulo, ela fica em 71/29. No Rio de Janeiro, chega a 56/44. Já no Maranhão, no outro extremo, a proporção fica em 97/3 a favor da Bros. Reflexos de um país com dimensões continentais.


 
 
Impressões ao pilotar

Magrela e ágil
 
É preciso se conter para não abusar da Yamaha XTZ 150 Crosser Z. O próprio visual meio “cross”, emprestado pelo para-lama alto, instiga a usar o modelo de forma mais esportiva. E o comportamento do modelo também é provocante. Ela é rápida nas acelerações, ágil nas mudanças de direção e, apesar da boa altura livre para o solo e das rodas aro 19 na frente, faz curvas com muita facilidade. As subidas de giro são vigorosas – e podem ser acompanhadas pelo conta-giros no painel, que é bem completo. Apesar da disposição, o modelo se mostra razoavelmente econômico, com uma média de consumo em torno de 35 km/l. 
O câmbio, com engates secos e precisos, também ajuda a extrair a melhor dinâmica da pequena trail da Yamaha. A posição de conduzir, bem ereta, deixa a perna bem alinhada com o corpo e facilita bastante o controle sobre o modelo. Como é estreita e tem guidão alto, passa com facilidade entre os carros no trânsito urbano. Já o banco segue a tradição de modelos trail: tratamento vip para quem está na garupa, com um assento largo e macio, e vida dura para piloto, que fica acomodado em um pedaço com menos espuma. Seja como for, quem está no comando certamente é quem mais se diverte.
 

Ficha técnica

Yamaha XTZ 150 Crosser S

Motor: Etanol e gasolina, quatro tempos, 149 cm³, monocilíndrico, duas válvulas, comando simples no cabeçote e injeção eletrônica.
Câmbio: Manual de cinco marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 12,2/12,4 cv a 7.500 rpm.
Torque máximo: 1,28/1,29 kgfm a 6 mil rpm.
Diâmetro e curso: 57,3 mm X 57,9 mm.
Taxa de compressão: 9,56:1.
Suspensão: Garfo telescópico com 180 mm de curso. Traseira do tipo monochoque com link na balança e 160 mm de curso.
Pneus: 90/90 R19 na frente e 110/90 R17 atrás.
Freios: Disco simples de 230 mm na frente e tambor de 130 mm na traseira.
Dimensões: Motocicleta com chassis tipo berço semiduplo de dois lugares com 2,05 metros de comprimento total, 0,83 m de largura, 1,14 m de altura, 1,35 m de distância entre-eixos e 0,84 m de altura do assento.
Peso: 131 kg.
Tanque do combustível: 12 litros.
Produção: Manaus, Brasil.
Lançamento no Brasil: 2014.
Lançamento na versão Z: 2017.
Preço: R$ 11.590.




 

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